No mundo atual os profissionais da Engenharia, Arquitetura e da Advocacia desempenham um papel fundamental na criação de cidades mais inclusivas e acessíveis para os idosos.
Segundo Carmem Eleonôra Amorim que é presidente da Associação Paraibana de Engenheiras, Agrônomas e Geocientistas, secretária geral da Comissão do Direito da Pessoa Idosa da OAB-PB e membro do Conselho Municipal do Direito da Pessoa Idosa de João Pessoa estes profissionais podem trabalhar em diversas áreas para promover a inclusão dos idosos, começando pelo estabelecimento de uma sociedade mais justa seja no campo técnico ou jurídico.
Na área técnica tudo comeca com o desenho de espaços públicos acessíveis, que inclui projetar ruas, praças e parques que sejam seguros e fáceis de navegar para os idosos, com características como pisos antiderrapantes, rampas e elevadores acessíveis, iluminação adequada e sinalização clara e visível.
Além disso, os engenheiros podem projetar sistemas de transporte público que sejam acessíveis e confortáveis para os idosos. Isso pode incluir veículos acessíveis para pessoas com deficiência, assentos prioritários para idosos e informações claras e acessíveis sobre horários e rotas.
No campo do direito a divulgação do estatuto do idoso e seus desdobramentos auxilia no conhecimento dos direitos e garantias individuais que mostram a questão do ir e vir.
Outra área importante é o desenvolvimento de tecnologias assistivas que ajudem os idosos a viver de forma mais independente e segura. Isso pode incluir sistemas de monitoramento de saúde, dispositivos de alerta de emergência e tecnologias de comunicação acessíveis.
Para garantir que as soluções sejam relevantes e eficazes, os profissionais devem trabalhar em estreita colaboração com a comunidade idosa. Isso pode incluir realizar pesquisas e entrevistas para entender as necessidades e prioridades dos idosos, e envolver os idosos no processo de planejamento e tomada de decisões.
Neste sentido a APEAG elaborou projeto e já começa a reunir com possíveis parceiros, como instituições públicas e privadas a exemplo da OAB, Crea, CAU, conselhos da Saúde, Rotary Internacional, AMCLAC Litoranea, da Caixa Mútua de Assistência dos Creas, governos estadual e municipais bem como sociedade em geral.
A Associação reuniu semana passada com Defensoria Pública do Estado da Paraiba para convidar a instituição para efetivar parceria, pois a Escola Superior da Defensoria Pública da Paraíba é um canal que pode desenvolver ações com vistas ao projeto Cidadania +60- Cidades Inclusivas.
A defensora geral, Madalena Abrantes ressaltou a importância de parcerias institucionais para o avanço da pauta. Ela destacou a cooperação com a APEAG já em andamento com a pauta violência contra mulheres convidou para o lançamento do Guia de Direito da Pessoa Idosa: Proteção, Cidadania e Dignidade, material que reúne informações práticas para assegurar o acesso da população idosa a seus direitos.
Carmem Eleonôra participou com membros do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de João Pessoa do lançamento do Guia de Direito da Pessoa Idosa na na Instituição de Longa Permanência – Lar da Providência.
Carmem Amorim enfatizou que ” ao trabalharmos juntos, engenheiros, arquitetos e advogados podemos ajudar a criar cidades mais inclusivas e acessíveis para os idosos, melhorando sua qualidade de vida e promovendo a sua participação ativa na sociedade”.
Isso pode ter um impacto positivo não apenas nos idosos, mas também na comunidade como um todo, promovendo a inclusão e a coesão social, ressaltou a engenheira.
Por Carmem Eleonôra


