Primeira-dama do Estado visita Penitenciária Júlia Maranhão e discute fortalecimento dos projetos de ressocialização na Paraíba

Primeira-dama do Estado visita Penitenciária Júlia Maranhão e discute fortalecimento dos projetos de ressocialização na Paraíba

A primeira-dama do Estado, Ana Maria Lins, esteve, na manhã desta terça-feira (16), na Penitenciária de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão, localizada no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Na ocasião, Ana Maria Lins discutiu, entre outros temas, a ampliação do “Castelo de Bonecas”, um dos mais importantes projetos de ressocialização do Sistema Prisional da Paraíba. A segunda-dama Camila Mariz também participou da visita à penitenciária.

O Projeto Castelo de Bonecas, que consiste na confecção de bonecas de pano, é conhecido em todo o País como um projeto consolidado na reinserção das reeducandas à sociedade paraibana — nele, elas encontram qualificação, remuneração e remição da pena, entre outros benefícios, uma iniciativa essencial para quem pede apenas o direito a uma oportunidade.

Buscar meios de fortalecer o “Castelo de Bonecas”, que também é implementado na Penitenciária Feminina de Campina Grande, foi um dos objetivos da visita da primeira-dama Ana Maria Lins ao Júlia Maranhão. “O Castelo de Bonecas é um projeto de oportunidades; é um projeto que diz para estas mulheres que nada está perdido e que, se elas quiserem, há sempre uma chance para um recomeço. Por isso, é importante que o Governo da Paraíba, que o setor privado, que a sociedade paraibana busquem meios para fortalecer esse projeto. Com a ressocialização, todos saem ganhando. E é por isso que estamos hoje aqui”, disse.

Para a segunda-dama Camila Mariz, o “Castelo de Bonecas” é sinônimo de perspectiva e esperança. “O Projeto Castelo de Bonecas ajuda as reeducandas a ter uma perspectiva e uma esperança, contribuindo expressivamente para a ressocialização dessas mulheres que, quando saírem daqui, estarão prontas para o convívio social e familiar. Esse projeto é também uma porta para pavimentar um futuro no mercado de trabalho”, observou.

A diretora da Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, Cynthia Almeida, agradeceu a visita da primeira e da segunda-dama à unidade, destacando a visibilidade que a iniciativa dá ao “Castelo de Bonecas”. “A visita da primeira-dama Ana Maria Lins e da segunda-dama Camila Mariz mostra o compromisso do Governo da Paraíba com a ressocialização — estas reeducandas estavam invisibilizadas, situação que mudou completamente ainda na primeira gestão do governador João Azevêdo. O ‘Castelo de Bonecas’ é um projeto que vem mudando vidas dentro desses muros, e quando ele ganha visibilidade, todos nós do Sistema Prisional ficamos felizes”, externou.

Histórias de superação — Durante a visita à Penitenciária de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão, a primeira-dama Ana Maria Lins conversou com algumas reeducandas e pôde ver o quanto o “Castelo de Bonecas”, a exemplo de outros projetos de ressocialização desenvolvidos no Sistema Penitenciário paraibano, tem sido importante e efetivo.

Sandra (nome fictício) é do município de Jacaraú e está na unidade há quase dois anos, dos quais um ano e seis meses já foram dedicados ao “Castelo de Bonecas”. “Entrar nesse projeto, depois que eu cheguei aqui, representou uma mudança de vida, mudança de pensamento. Esse projeto me faz ter visão do futuro — quando sair daqui, eu pretendo botar essas ideias que hoje eu tenho em prática”, contou, destacando que a participação no projeto também é uma oportunidade de ajudar a família financeiramente, já que parte das vendas volta para as reeducandas.

Gerlane (também nome fictício) é do município de Guarabira. Está no Júlia Maranhão há mais de quatro anos. Mesmo cursando o 3° período de Administração e o 1° período de Engenharia de Software, entre outras conquistas, ela não perdeu de vista a importância que os projetos de ressocialização tiveram em sua vida. “A educação e todas essas oportunidades que eu encontrei aqui são responsáveis pela mudança da minha vida, pelas portas que têm sido abertas”, concluiu.

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