Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que 86% dos brasileiros são favoráveis à criação de uma lei que impeça a monetização e o impulsionamento de conteúdos que explorem a imagem de crianças e adolescentes.
Por outro lado, são 11% os que se dizem contra a proposta. Outros 3% não souberam responder.
Foram entrevistados 6.238 brasileiros, por meio de Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR), entre os dias 20 e 25 de agosto. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O instituto também questionou os entrevistados sobre outras propostas referentes à divulgação de conteúdo de menores nas redes sociais.
São 86% das pessoas que se dizem a favor da responsabilização de plataformas digitais para coibir conteúdos que sexualizem ou coloquem em risco crianças e adolescentes.
Em contrapartida, 13% são contra e 0,9% não souberam responder.
Em relação à elaboração de uma lei que obrigue as redes sociais a criarem ferramentas para os pais supervisionarem o que os filhos consomem na internet, 83% dos brasileiros são favoráveis, enquanto 14% são contra. Outros 3% não souberam responder.
O Senado Federal aprovou na última quarta-feira (27), o projeto de lei sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais, o chamado “PL da Adultização”.
O texto, aprovado com amplo apoio e de forma simbólica, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A proposta cria regras para a garantia de direitos e proteção de menores de idade na internet. Para isso, estabelece diretrizes e obrigações para as plataformas digitais.
O termo “adultização” ganhou destaque no debate público após denúncias feitas pelo youtuber e influenciador Felipe Bressanim Pereira, o Felca, sobre conteúdos nas redes sociais que expõe a sexualização de menores de idade.
CNN