A engenheira e advogada Carmem Eleonôra Amorim, aluna de pós-graduação do Instituto Maria da Penha (IMP), apresentou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre o Selo Nós por Elas, certificação na qual a Mútua (Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea) conquistou o nível Platina.
O trabalho destaca a Mútua como um caso de excelência, tornando-se a primeira instituição privada do Brasil a receber a certificação Platina do Selo Nós por Elas, concedida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em parceria técnica com o Instituto Nós por Elas (NPE).
Essa honraria máxima coroa a evolução de um processo rigoroso de auditoria que avalia 14 indicadores de governança corporativa, cultura organizacional e responsabilidade social.
A participação ativa da Mútua nesse ecossistema de proteção teve início com a estruturação de diagnósticos internos detalhados para a identificação de riscos, vulnerabilidades e demandas relacionadas à equidade de gênero, tanto no ambiente institucional quanto no setor da engenharia. Por meio de uma jornada contínua — que avançou desde as categorias iniciais de certificação até o nível máximo —, a instituição mapeou desafios e implementou ações concretas, estruturadas sob o programa nacional Mútua Mulher e Diversidade.
Como integrante do programa, Carmem Eleonôra Amorim entende que esse esforço permitiu à entidade identificar, acolher e prevenir episódios de assédio e discriminação com elevado grau de maturidade institucional.
Carmem Eleonôra ressaltou que a conquista do Selo Platina foi resultado do trabalho desenvolvido pela diretoria da Mútua, liderada pelo presidente Joel Krüger, que consolidou uma robusta rede interna voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres. O processo envolveu a criação da Comissão Interna de Combate ao Assédio e à Discriminação, o treinamento contínuo das equipes em temas relacionados à equidade, o desenvolvimento de canais seguros de denúncia e escuta ativa, além da realização de ações externas voltadas à saúde física e emocional e ao fortalecimento da liderança feminina no setor tecnológico.
O selo reflete o compromisso permanente da instituição com as diretrizes do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5) da Organização das Nações Unidas (ONU), transformando a identificação proativa das desigualdades em políticas permanentes de acolhimento, equidade e justiça social.
Como membro do Programa Mútua Nacional, Carmem Eleonôra Amorim leva ao Instituto Maria da Penha a experiência da Mútua, demonstrando como a instituição pode contribuir e fortalecer as ações desenvolvidas pelo Instituto.
Esse apoio possibilita o desenvolvimento de campanhas educativas, capacitações e projetos sociais voltados ao enfrentamento da violência de gênero.
Paralelamente, a Mútua — Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea — amplia esse impacto por meio de sua estrutura de benefícios assistenciais e de saúde, protegendo e capacitando mulheres inseridas ou vinculadas ao ecossistema tecnológico brasileiro.
A instituição contribui para essa causa ao oferecer auxílios reembolsáveis e subsídios destinados aos cuidados com a saúde física e mental de profissionais e dependentes em situação de vulnerabilidade decorrente de violência patrimonial, psicológica ou física.
Além disso, ao promover iniciativas voltadas à liderança feminina, por meio de programas como o Mútua Mulher, a entidade fortalece ações de acolhimento e orientação, em conformidade com a rede de proteção às mulheres, incluindo o Ligue 180. Ao mesmo tempo, incentiva a autonomia financeira das profissionais por meio da capacitação técnica. Essa independência econômica, aliada ao suporte psicológico, constitui uma das ferramentas mais eficazes para romper os ciclos de violência combatidos pela Lei Maria da Penha.